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EXPOSIÇÃO MONOGRÁFICA SOBRE O SALGADO DE AVEIRO E LANÇAMENTO DA OBRA “ECOMUSEU DO SALGADO DE AVEIRO”

A obra Ecomuseu do Salgado de Aveiro pretende ser um contributo para a promoção e preservação da actividade secular salícola da região de Aveiro.

A exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro estará patente ao público, das 14.00 às 19.00 horas, na Galeria dos Paços do Concelho, entre os dias 5 de Fevereiro e 7 de Março.

Esta exposição projecta de forma tridimensional os propósitos da obra, com o objectivo de traçar um desenvolvimento integrado e sustentável do património cultural e natural do salgado e da história e cultura salícolas, projectando-o na memória colectiva futura.

A mostra comporta artefactos, pinturas, fotografias, postais e recortes alusivos ao sal, do espólio da Autarquia Aveirense, de Énio Semêdo e do Clube dos Galitos.

Biografia

Énio Fernandes Curvo Semedo nasceu a 8 de Junho de 1942, em Degrácias – Sôr.
Licenciado em Geografia, mestre em Antropologia, é professor aposentado do Ensino Secundário e esteve ligado à formação de formadores (Centro de Apoio Pedagógico – Porto; CIFOP da Universidade de Aveiro; D.G. do Ensino Secundário); professor do Instituto Superior das Ciências da Informação e Administração - ISCIA e coordenador do Centro de Apoio de Aveiro da Universidade Aberta.
Membro fundador de: Fundação para o Estudo e Desenvolvimento da Região de Aveiro – FEDRAVE, Centro Português de Geopolítica -CPG; Associação para a Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural do Distrito de Aveiro – ADERAV; Liga dos Amigos do Hospital Infante D. Pedro; Liga dos Amigos do Museu de Aveiro; Círculo Arte e Música de Aveiro.
Membro de: Concelho Técnico Consultivo do Arquivo do Distrito de Aveiro; Comissão Consultiva da Feira das Velharias; Comissão Consultiva da Estratégia de Aveiro. Sócio da Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) que lhe atribuiu, em 2002, o Prémio João Ferreira Deusdado e do Rotary Club de Aveiro.
Principais publicações:
  • “Aplicação. A lição”, 1973:102-114, Coimbra;
  • “Contribuição para o uso de microcomputadores no Ensino Secundário”, Actas do IV Colóquio Ibérico de Geografia 1986:801-809, Fac. Letras da Universidade de Coimbra;
  • Livros Didácticos para o Ensino da Geografia dos 7º, 8º e 9º anos, 1989 a 2001, Porto Editora;
  • “Caracterização do Distrito 197”, 1987 Rotary Club Aveiro;
  • 1º Prémio de Ensaios do Rotary Club de Aveiro;
  • “Aveiro – Do Vouga ao Buçaco”, 1989, Editorial Presença;
  • “Desenvolvimento de uma Aplicação Museológica sobre a Apropriação Social de Recursos em Ambiente Litoral Marítimo (Ria de Aveiro)”, 1989, Universidade do Minho;
  • “Para uma Geografia de Aveiro – História de Aveiro”, 2009:23-45, Câmara Municipal de Aveiro.
  • Autor de diversos artigos publicados em jornais diários e semanais.


Sinopse

Quem se debruça sobre a história da salicultura na região de Aveiro, logo se apercebe que está perante uma actividade secular – certamente anterior à nacionalidade – que apesar de ter como característica dominante a aleatoriedade dos resultados anuais da produção, foi o ouro branco, a mola impulsionadora do progresso de Aveiro até tempos relativamente recentes.
Actividade de cariz profundamente identitário, viu, nas últimas décadas, começar a pairar sobre si a sombra ameaçadora do declínio.
Mesmo ao desaparecimento. E não parece capaz de se auto-reanimar.
Foi no convencimento de que a forma mais eficaz de promover a sua preservação é através de uma intervenção exterior que optei pela proposta de institucionalização do Ecomuseu do Salgado de Aveiro.
Deve ser entendido como pólo congregador de sinergias múltiplas, dinâmico e dinamizador de uma actividade claramente deprimida e agente de preservação da cosmovisão marnoteira.
O Ecomuseu do Salgado de Aveiro será um agente de socialização, escorado num projecto de auto-desenvolvimento de uma comunidade, que tem em conta o passado porque visa o devir.

03-02-2010



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